A Bartucada é mágica, faz amigos pra valer!
Todo mundo que já passou um carnaval em Diamantina, ao som da Bartucada, tem uma história para contar!
O melhor fora que já levou. A casa alugada para o carnaval. Uma grande paixão que deu certo... Ninguém que já viveu o Carnaval de Diamantina com a Bartucada passou impunemente! Todos tem uma história emocionante, engraçada e inesquecível!

Qual é a sua? Acesse facebook.com/bartucada e participe de nossas promoções.
Bartucada, 40 Anos

Senhoras e Senhores, abram alas que a Bartucada vai passar!

No próximo Carnaval de Diamantina completaremos 40 anos e você é nosso convidado especial!

Desde 1972 a magia da Bartucada encanta as famílias de Diamantina, os amigos de todos os cantos de Minas e outros Estados, os bartuqueiros, foliões do carnaval, os fãs... Fizemos amigos nestes 40 anos e amizades se fizeram nas ladeiras de Diamantina, no melhor carnaval de rua do país!

Venha conhecer um pouco mais de nossa história e nos ajude a comemorar os 40 anos. Afinal, você também faz parte desta História!

PATRONOS FUNDADORES DA BARTUCADA

Nascida em 1972, à porta do Café à Baiuca, a Bartucada foi criada pelos fundadores, conhecidos atualmente como Patronos.

São 35 amigos e familiares que atuam na preservação da Bartucada, sua Missão, Visão e Valores e na divulgação do nome de Diamantina.

Crescidos ao som das Serestas executadas pelo nosso saudoso pai, Genaro Cruz, exímio seresteiro e amigo pessoal de Juscelino Kubistchek e ao piano de nossa estimada mãe, Valmira de Almeida Cruz, a musicalidade em nossa família foi treinada e aperfeiçoada desde pequenos, o que favoreceria para esta união de forças. De fato esta parceria poderia dar certo.

- PatronoRicardo de Almeida Cruz 



Crescidos ao som das Serestas

No início, quando o Conrado tocava tarol, o Bororó no surdo de marcação e outros amigos que formaram a atual Bartucada, meu querido irmão Rômulo Cruz participou daquele começo da banda, cantando com esta galera músicas e marchinhas de carnaval.

Com sua imponente voz e alegria representativa de um verdadeiro folião, Rômulo entoava só no gogó, ou seja, sem microfone ou instrumento amplificador, inesquecíveis músicas como "Tristeza, por favor, vai embora", "Triste madrugada foi aquela", "Joga a chave, meu amor" entre outras, para o povo que se juntava em frente à Baiuca e ao Clube Acayaca.

Com o passar do tempo, a Bartucada foi ganhando mais adeptos e foi se tornando um alegre grupo de jovens que animava o carnaval de rua de Diamantina.

Certa vez, numa chuvosa noite de terça-feira de Carnaval, o Patrono Sérgio Fabrino pediu ao Conrado que formasse com os Irmãos Cruz uma parceria harmoniosa, que poderia dar certo. Crescidos ao som das Serestas executadas pelo nosso saudoso pai, Genaro Cruz, exímio seresteiro e amigo pessoal de Juscelino Kubistchek e ao piano de nossa estimada mãe, Valmira de Almeida Cruz, a musicalidade em nossa família foi treinada e aperfeiçoada desde de pequenos, o que favoreceria para esta união de forças. De fato esta parceria poderia dar certo.

E assim foi feito! O Patrono Dr. Rubinho foi o primeiro músico da Bartucada, com sua guitarra e sua caixinha de som e microfone, acompanhando o vocalista e também Patrono Barracão. Dr. Rubinho deu início a parte harmônica da Banda. Em seguida, incentivou a entrada do Ricardo Gandra, um dos vocalistas de hoje.

Os demais irmãos e sobrinhos foram convidados para ajudar a compor o novo grupo que se formava. Roberval ajudou Conrado a montar o Estatuto da Banda. Ronald entrou com os teclados. Todos participaram da organização, colaborando inclusive, com o carnê de ajuda mensal para a criação da banda. Os instrumentos eram guardados no galpão da Sacaria Meireles, empresa do Rômulo. O transporte dos instrumentos para o Carnaval e a comercialização das primeiras camisas da banda, que gerou recursos financeiros para o fortalecimento da Bartucada, também foram feitos pelo Rômulo. Rafael Cruz foi Diretor de Harmonia, inovando na comemoração dos 25 anos da Bartucada, elaborando o palco comemorativo. Os sobrinhos Rafaelzinho e Fernando formam hoje o naipe de Mestres de Bateria e também colaboram para o crescimento da banda.

Tornei-me Diretor de Eventos da Bartucada, sendo responsável pelos contatos para novos eventos. Contribui também com a banda, trazendo os Metais para compor o grupo da harmonia. Mais tarde, convidei a mais nova vocalista da banda Cássia, que junto com Nicinha e Michel Salvador, formam o grupo de vocalistas da Bartucada. Fazemos com que tudo possa continuar em harmonia neste belo grupo que se chama Bartucada.

Hoje, olho para trás e vejo que aquela parceria iniciada numa chuvosa noite de terça-feira de carnaval deu certo e me orgulho em fazer parte da Bartucada!
Eu não consigo imaginar como seria a minha vida se não existisse a Bartucada. Acho que seria muito sem graça. Lá fiz amigos e conheci o amor da minha vida.

- Patrono e CantorBarracão 



Não consigo imaginar como seria a minha vida se não existisse a Bartucada

Minha história com o Carnaval começou bem cedo. Aos 12 anos, na cidade de Alvinópolis, ganhei por dois anos seguidos o prêmio de melhor folião e instrumentista na percussão da banda do clube Alvinopolense. Nesta idade, já cantava e tocava tarol.

Conheci Diamantina antes mesmo da Bartucada surgir. Quem me apresentou esta bela cidade foi Theodulo Leão, que trabalhava comigo no jornal Estado de Minas. Em Diamantina só existiam os bailes de carnaval do Clube Acayaca e da ASSEDI. Eu me recusava a ir para clubes e ficava na rua o tempo todo. Saía às ruas, fantasiado. Tinha uma fantasia para cada dia de carnaval, mas as mais famosas eram as fantasias de "Presidiário" e outra de "Tirolês".

Morava em Belo Horizonte, mas voltava à Diamantina todos os anos. Casei com uma diamantinense, com quem tive duas filhas. No carnaval, meu destino certo era a cidade de Diamantina.

Fantasiado, passava o carnaval de "bar em bar". Já existia o grupo Becudos do Mota, onde também me divertia como folião. Certo dia, passei pelo Beco da Tecla, onde ficava o bar do Jaime e vi um sambinha acontecendo. Conrado, Anderson, Raimundo e outros amigos puxavam um batuque, do que veria a ser a Bartucada. Conheci esta galera, cantei umas três músicas, bebemos umas cervejas e voltei a circular pelas ruas de Diamantina. Assim era o meu carnaval, folião e "puxador" de músicas nos sambinhas que aconteciam em Diamantina.

De tanto ir na porta do bar do Jayme, conheci melhor o Conrado, atual Presidente da Bartucada e me lembro que disputava com seus filhos, ainda crianças, Maurício, Guilherme e Cesar, quem sabia mais as letras dos Sambas de Enredos das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.

Outra feliz lembrança que tenho era do Patrono da Bartucada Rômulo Cruz, que também cantava alguns sambas com esta galera. Revezávamos durante a noite aquele que "puxava" os sambas. Cheguei a cantar algumas músicas nos Becudos do Mota. Eram cinco dias de carnaval, onde perambulava pela cidade, nos bares, nas ruas, nos blocos carnavalescos.

Um dos blocos que mais gostava era o Xai Xai, também criado pelos fundadores da Bartucada. Todo ano saía com minha fantasia de "Nêga Maluca", a que mais fazia sucesso!

Gostava tanto do Xai Xai, que houve um carnaval em que Conrado, não pôde passar o Carnaval em Diamantina. Por conta deste fato, o Xai Xai poderia não acontecer neste ano. Para evitar esta ausência, eu, minha esposa na época, Betânia, e o amigo Márcio Venuto, compramos um pano numa loja em frente ao Mercado Velho, fizemos um estandarte com um cabo de vassoura, bolas de isopor nas pontas e fomos pra rua. O bloco Xai Xai saiu na hora marcada, no lugar de sempre, na segunda-feira de carnaval e percorreu todo o roteiro.

Assim, a cada ano me envolvia mais com o carnaval de Diamantina e com os amigos da Bartucada. No início tudo era feito com espontaneidade e sem compromisso. Era pura diversão de folião carnavalesco.

Com o tempo, a Bartucada começou a crescer e atrair mais amigos. Saiu do beco e foi pra frente do Clube Acayaca.

Conseguimos palco e microfone. Ainda não havia o naipe de harmonia, com teclado, cordas e metais. Era somente eu como vocalista e a percussão da bateria. Logo depois surgiu o patrono Rubens Cruz, conhecido como Rubinho, na guitarra. Durante muito tempo a Bartucada era somente voz, bateria e a guitarra do Rubinho.

Hoje a banda se organizou. Criamos o cargo de Patrono, referenciando os fundadores da Bartucada, do qual orgulhosamente faço parte. Já fui Diretor de Harmonia da banda. Mas hoje me dedico a fazer uma das coisas que mais gosto, que é cantar. Estudo letras e músicas. Faço aulas de canto e preparo de voz. Parte do meu tempo está compromissado com a Bartucada. Outra parte dedico à bartuqueira Raquel, minha atual esposa, conhecida entre os amigos como Oneida e também folia do Carnaval de Diamantina.

Eu não consigo imaginar como seria a minha vida se não existisse a Bartucada. Acho que seria muito sem graça. Lá fiz amigos e conheci o amor da minha vida.
Emociono-me em pensar que entrei na Bartucada pelas mãos de seis amigos... é quase impossível contar as amizades construídas...

- PatronesseCélia Azevedo 



É quase impossível contar as amizades construídas

O final da década de 80 foi especial pra mim pelo simples fato de ter aceitado o convite dos amigos do CADEPS (Clinica Odontológica composta por cinco patronos da Bartucada: Dr. Mário Favato, Dr.ª Laura Augustini (ex. patrona), Dr.ª Mônica Santiago, Dr. Rubinho Menezes e Renato, meu atual marido e namorado na época) para participar do carnaval de Diamantina.

Mas não bastava ser apenas em Diamantina. Era preciso contribuir com um grupo de amigos que faziam do carnaval o momento de confraternização e reencontros, tocando nos bares, becos ou escadarias. Como eu não tocava nenhum instrumento passei a noite fornecendo água e cerveja aos ritmistas, que estavam "pendurados" nas escadarias da Rua da Quitanda, embaixo da entrada do Clube Acayaca e ao lado do bar Café À Baiúca.

Confesso que a primeira impressão não foi boa, estava acostumada ao carnaval do Rio de Janeiro, desfilando na Portela. Não acreditei que tamanha falta de recursos técnicos, um microfone e umas caixinhas acústicas iguais as que geralmente usávamos para reuniões familiares e um grupo de amadores pudessem proporcionar tantas emoções. Nunca esquecerei que na terça-feira de carnaval, eu e minha amiga Laura saímos com um livro de assinatura pedindo contribuições para quitar as despesas que estavam em aberto.

Emociono-me em pensar que entrei na Bartucada pelas mãos de seis amigos, digo seis porque não posso deixar de destacar a minha amiga Ana Maria, fundadora do naipe do Tamborim, esposa do Mário e que hoje em dia é quase impossível contar as amizades construídas, até madrinha de casamento entre bartuqueiros eu tive a honra de ser.

O tempo passou... entrei para o grupo de Patronos, mãe de uma bartuqueira, Diretora de Comunicação e Marketing sem nunca deixar de ser: bartuqueira de coração. Atualmente participo da bateria compondo o naipe do Tamborim e do Surdo de segunda.

A Bartucada cresceu e com ela as responsabilidades que não faziam parte dos nossos sonhos. Hoje contamos com 10 jovens sócios e centenas de bartuqueiros que compartilham conosco a responsabilidade de manter viva uma empresa sem fins lucrativos, estruturada, uniformizada, normatizada, enfim, pronta para realizar o maior espetáculo de Minas: CARNAVAL DE DIAMANTINA, sem perder a essência. Que Venham mais 40 anos de encontros e confraternizações entre AMIGOS!
Para mim a Bartucada começou aí: um menino do Rio de Janeiro deslumbrado por este mundo de diversão e camaradagem.

- PatronoRaimundo Sampaio Neto 



Um menino do Rio de Janeiro deslumbrado por este mundo de diversão

Verão de 1966. Eu, agora com 14 anos, aguardava ansioso o costumeiro tempo de férias com meus 10 primos na casa do tio Fabrino em Diamantina. Dentre estes meus primos queridos, Conrado, "muito mais velho do que eu", apontava os maus caminhos: sessões de vira-vira com os mais velhos, provas de cachaça e assim por diante...

Na época do carnaval, lembro-me de um fusquinha carregado de instrumentos dirigido por um tal de Bororó chegando à cidade e, por total afinidade, encontrando rapidamente um companheiro de batuque e farra, um tal de Conrado. Para mim a Bartucada começou aí: um menino do Rio de Janeiro deslumbrado por este mundo de diversão e camaradagem.

Muitas são as memórias desde então: infindáveis noites tocando na rua sem nenhuma estrutura, dormindo sentado no "meio-fio" tendo como apoio o meu surdinho de 3.ª (ou seria 4.ª, 5.ª.?), subindo (ufa!) as ladeiras de Diamantina carregando os instrumentos até a casa dos pais da Stael, próximo à rodoviária.

Shows deliciosos pelo interior, dormindo no chão de escolas ou prédios públicos. Pagamento mensal de um carnê para que tivéssemos pelo menos um tablado e um microfone no próximo Carnaval em Diamantina, meu período de 4 anos afastado, fazendo doutoramento nos Estados Unidos, com o Conrado impiedosamente interrompendo minhas madrugadas de estudo intensivo com telefonemas que transmitiam ao vivo o som do Carnaval de Diamantina.

Devo muitos pedidos de perdão à minha saudosa tia Clélia pelos impropérios dirigidos ao Conrado nestas ocasiões, que muitas vezes, mesmo inconscientemente, envolviam a sua queridíssima figura. Após todos estes anos, embora lamentando a impossibilidade de usufruir desta confraria tão intensamente como gostaria, continuo empolgado e impressionado com a longevidade deste movimento único.

Espero que os confrades mais jovens e recentes percebam a singularidade deste grupo e ajudem a conservá-lo.